Cartuns!

Nos últimos tempos comecei a me dar conta de que eu sou total consumidora de cultura pop. Há alguns anos não se pensava que gostos, jeitos e coisas fossem compartilhados entre as gerações teens e outras quaisquer. Eu ainda me sinto estranha por saber quem é o Paramore, por exemplo, Por outro lado, quando não lembro de uma canção do 30 Seconds to Mars, também me sinto meio na periferia de uma cultura que volta-e-meia eu pertenço. Das bandas jovens e novas e cheias de fashionices eu gosto bastante da Panic! At the Disco. Eles fizeram um disco emo, bem besta e, depois, aprenderam a tocar e fizeram até paródia dos Beatles. Nunca será como Beatles, mas eu reconheço alguma criatividade. A gurizada gosta de Little Joy. Eu também! E me paro a cantar “Aint’n no lover that the what I got! She and I have a brand new staaaaart” e acho o Amarante um charme cantando.

Mas não para por aí!

Eu gosto de CQC. Quer dizer, adoro CQC. Eu uso Twitter diariamente. Assisto 15 minutos pela internet. Acho muita graça do Furo MTV. Vi o VMB para poder dizer que foi uma bosta. Gosto de ir em show e de rir sem motivo. Comumente vejo Fudêncio. Adoro cartuns. Uso All Star. Visto jeans e camiseta. Quer dizer, mesmo sendo adulta, tendo responsabilidades, desejos e uma vida adulta, acho essa coisa de cultura pop muito bacana. Com o tempo, minha geração acaba sendo tão igual a anterior e tão próxima a posterior que nunca sei se é falta de identidade minha ou das gerações pós hippies. Sim, porque identidade é uma coisa que não faltou aos hippies.

Eu acho que os alunos devem sofrer um pouco com isso, porque minha juventude não acabou e segue sendo muito divertida. Em outras palavras, minha geração não tem o estereótipo de adultos, mas somos adultos sem grilos.  Também não quero deixar de viver essas coisas, nem deixar de curtir arte-pop, música pop, cultura pop. Picasso, Luis Fernando Verissimo, Mafalda, Snoopy, Kandinski, Chambao, Jarabe de Palo, Little Joy, Pearl Jam,  Adeus Lênin, Simpsons, Diários de motocicleta, Millôr Fernandes… tudo isso é cultura pop e não quero deixar de consumi-la, nem de conhecê-la.

Mas hoje o que me remete às coisas velhas e tão cheias de juventude e cultura pop são os cartuns. Quer dizer, nessa semana só falei disso! Mas os quadrinhos tem um peso importante na minha vida desde a infância. Por isso, deixo nesse repositório de coisa-nenhuma alguns quadrinhos.

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1 Comentário (+add yours?)

  1. alexandremartinazzo
    Out 10, 2009 @ 03:13:50

    Tem um cara chamado Marc Prensky que explica essa coisa toda de nativos e imigrantes digitais. Eu acredito que o lance da cultura pop pode ser explicado pelo mesmo caminho.

    Nossa geração está justamente na crista dessa onda, então, isso tudo é mais que normal 🙂

    Responder

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