Um post sem fronteiras

PORTUGUÊS: Nunca fui a favor de que o Brasil tivesse qualquer tipo de fronteira cultural com a América Latina. Acho muito ruim que o Brasil olhe para os Estados Unidos, Europa ou Japão com tanto cuidado, mas não conhece os seus vizinhos. E não conhece a si próprio, também.

Sinto-me um exemplo típico: a capital de meu país, não conheço, mas já fui a Buenos Aires e a Montevidéu. Já conheci seis grandes capitais européias, mas nunca fui no norte ou nordeste brasileiro. Hoje, quero ir a Assunção, mas tenho medo de ir para o Rio de Janeiro.

Por outro lado, os latinoamericanos conhecem muito o Brasil. Música das nossas rádios tocam muito nos países vizinhos, nossos artistas viajam a América, o brasileiro é sempre respeitado por onde vai (a brasileira, menos), nossos escritores são lidos e teimamos em virar as costas para o continente. Quer dizer, ficamos com nosso perfil voltado para o Atlântico.

Vou para Assunção, mas não para tirar proveito da Cidade do Leste. Quero conhecer a cidade e ver o que tenho meu lá, afinal sou latinoamericana, também. Dizem que a cidade é suja, feia e desorganizada. São Paulo também é e nunca vi um paraguaio falar mal de São Paulo.

Temos, aqui no Brasil, problemas de identidade. O primeiro deles é um bairrismo em cada estado. O meu estado, Rio Grande do Sul, é apenas o mais saliente com o fato de se considerar diferente e melhor do que os demais. O segundo problema é que ser brasileiro — para um brasileiro — soa depreciativo, a não ser que dizer seu estado signifique dizer que representa todo o Brasil, como fazem os baianos e os cariocas, em algumas ocasiões. O terceiro problema é que se identificar com um latino é considerado fim de carreira, já que ninguém por aqui quer ser semelhante a peruanos, bolivianos, venezuelanos, chilenos ou paraguaios. Por trás de cada um desse problemas, há muitas explicações, muita história e muita antropologia, que esse blogue não pode argumentar hoje por motivos de sono de sua mantenedora.

Bem, queria um post para cruzar algumas fronteiras: as minhas próprias que não debocham mais de mim quando digo que vou para o Paraguai a passeio, se der. Queria um post que me deixasse mais latina. Por isso, ele é bilingüe.

Peço aos amigos e leitores que apontem erros de grafia, para que eu possa corrigir!

Bons dias!

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ESPAÑOL: Nunca estuvo a favor de que Brasil tuviera cualquier tipo de frontera cultural con Latinoamérica. Me parece muy malo que Brasil se vuelva más a los Estados Unidos, Europa o Japón, sin conocer a sus vecinos. Y tampoco sin conocerse a si própio.

Me siento como un ejemplo típico: la capital de mi país, no la conozco, pero ya estuve en Buenos Aires y en Montevideo. Ya conoci seis grandes capitales europeas, pero nunca fui al norte o noreste brasileño. Hoy, tengo ganas de ir a Asunción, pero siento miedo en visitar Rio de Janeiro.

Por otro lado los latinoamericanos conocen mucho el Brasil. Temas de nuestras rádios suenan en los países vecinos, nuestros artistas viajan por toda Latinoamérica, se respeta el tipo brasileño en cualquier rincón donde pase (la brasileña, menos), leen a nuestros escritores, pero seguimos dando la espalda al continente. O sea, nos ponemos de perfil mirando al Atlántico.

Voy a Asunción, pero no para aprovecharme de la Ciudad del Este. Quiero conocer a la capital y ver lo que hay de mío por allá, ya que soy latinoamericana, también. Dicen que la capital es sucia, fea, desordenada. San Pablo así lo es y nunca he visto ni siquiera un paraguayo maldecir San Pablo.

Aqui, en Brasil, tenemos problemas de identidad. El primer es un orgullo regional en cada provincia. Mi provincia, Rio Grande del Sur, es solamente la más expuesta con el hecho de considerarse distinta y mejor que las demás. El segundo problema es que ser brasileño — para un brasileño — suena despreciativo, a excepción cuando decir a uno cual es su provincia sea lo mismo que decir que su provincia representa todo el país, igual que los cariocas y baianos hacen, en algunas ocasiones. El tercer problema es que identificarse como latino, para un brasileño, es vergonzoso, pues por aquí nadie quiere ser parecido a los peruanos, bolivianos, venezolanos, chilenos o paraguayos. Detrás de cada uno de esos problemas, hay muchas explicaciones, muchos argumentos, mucha historia y mucha antropología, que ese blog no puede discutir hoy, por razones de sueño de su mantenedora.

Vale! Me gustaria escribir un post para cruzar algunas fronteras: mis propias, que no más bromean de mí, cuando digo que viajaré a Paraguay de paseo, si eso lo fuera posible. Me gustaria escribir un post que me convertiera más latina. Por eso, es bilingüe.

Les pido a los amigos y lectores que me apunten los errores de escrita, para que los pueda corregir!

Saludos!

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