Habana Blues

Ontem vi um filme chamado Habana Blues. É um filme que trata de muitas coisas, sem se aprofundar em nada. Apesar disso, não é ruim. É um filme muito humano. Fala sobre separações, sobre o que é ser músico em Cuba, sobre como a política interfere na vida das pessoas da ilha.

O filme é protagonizado por uma dupla de amigos músicos que cruzam com uns espanhóis que vão produzir novos artistas. Assim, mostra várias facetas da musicalidade de Cuba. Ao mesmo tempo, um dos caras da dupla está se separando da mulher e não sabe como lidar com isso em relação aos filhos. A mulher quer ir para os Estados Unidos com os filhos, ficar com sua mãe.

O filme é dramático, já que a dupla entra em conflito em relação ao amor, amizades, política, ideologias, etc; mas a música dá uma baita amenizada na tensão. Aliás, nem se nota a tensão… só no final, mesmo.

Aliás, a música do filme é ducaralho! Vale a pena conhecer e descobrir o que há nessa ilha cheia de especulações culturais.

Mas, o papo depois do filme foi: agora é boa hora para conhecer Cuba. O Fidel está para bater as botas a qualquer momento e sua morte será um evento histórico muito importante. O que acontecerá depois, eu não sei. Mas o cara tem muito peso nos corações e mentes do mundo. Imagine que bacana seria ver seu funeral?

Meio macabro? Pode até ser… Mas conhecer La Habana e Sierra Maestra, com o plus do fato histórico (!), seria ótimo.

Deixo vocês com a banda que tocou no filme. O filme, aquele, que eu comentei logo acima… Veja se a canção não é triiiiiiiiii boa!

Tem esse também. Diverte-te! Ah, tem rapazes muy guapos por ahí!

Bons dias!

😉

E vê o filme, tá!

Ficou bem “Amigos para sempre”? Sim, ficou.

Bem, vejam vocês que essa ilustre canção virou um adjetivo para coisas piegas. Meu próprios alunos da sexta série, enquanto ensaiavam canções para a festa de Natal perguntavam o título desse post. “E aí, sora, ficou muito ‘amigos para sempre’ o ensaio de hoje?” “Sim, fulaninho, ficou.”

Ontem foi a festa de Natal da Escola e todos os fatores estressantes resolveram aparecer desde às seis da manhã. Preparar algumas das apresentações já tinha descolorido alguns fios de cabelo e ter de resolver mil coisas ao mesmo tempo foi muito maçante. Fiquei muito preocupada em dar conta da parte que me cabia desse latifúndio.

O fato é que rolou tudo bem. Alguns imprevistos… As alunas que dançaram no meio da canção erraram o passo, pela primeira vez, na hora de apresentar. Hahahahahaha Tudo bem, estavam nervosas. Mas eu ri muito da lei de Murphy sofrida pelas gurias.

Da festa, mesmo, não gostei muito, sinceramente. Quer dizer, não que eu não tenha gostado, exatamente, mas esse tipo de festa não é do meu feitio, não é a minha cara, não me sinto muito à vontade fazendo isso. O que para mim vale, de tudo o que fizemos, — por isso me motivei a essa tarefa — é apostar em alunos que querem fazer coisas diferentes e acreditam em estar na escola.

Sabe, muitas vezes passamos tanto tempo dando atenção para alguns alunos que não conseguimos contribuir, ajudar, assistir, e isso por mil razões, inclusive muitas razões que nada têm haver com a própria escola… Daí, deixamos de contribuir com alunos que estão a fim de trabalhar, de crescer e precisam apenas de uma iniciativazinha qualquer para somar. Os alunos que se apresentaram eram voluntários. Iam à escola fora do horário de aula só para ensaiar duas músicas. Continuaram a comparecer em vários ensaios, mesmo sem grana para pagar passagem a mais no trajeto de ir-e-voltar à escola. Ou seja, se alguém tem mérito em fazer alguma coisa bacana, são esses alunos, que, por serem tranqüilos, muitas vezes não são olhados nem atendidos como deveriam. E aqui eu faço, também, um mea culpa, porque a gente nota mais as coisas que perturbam, mesmo.

Do ponto de vista da existência, é isso que penso que valha. Essa superação de “pequenas” coisas que os alunos demonstram nem sentir — até porque são super jovens — é o maior exemplo, a maior motivação. A única coisa que temos — que é nossa, mesmo — é a nossa experiência, por isso acho tão bacana ver que caráter, disposição, superação, coragem e vontade de somar ainda são coisas tão importante e tão relevantes.

Ficou muito “amigos para sempre”? Poizé, ficou. Mas olha o quanto essa pieguice fez essa piazada se sentir orgulhosa de si própria!

Descoberta

Recomendo que vocês procurem saber quem são As Chicas: um grupo de MPB muito bacana, que tem duas filhas do Gonzaguinha na banda. Elas fizeram uma versão do Rap do Silva, que eu nem gosto tanto, mas ficou muito legal.

Bem, esse finde me dediquei musicalmente às Chicas e à salsa (que ontem rolou festinha com dança de salão) . Deixo vocês com essas guriazinhas:

Bom proveito!

Moacyr Scliar e seu carrinho

Esse post é apenas uma notinha, nada de mais…

Apenas quero comentar aqui que vi Moacyr Scliar, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), andando pelas ruas de Porto Alegre com seu carrinho: um Gol verde escuro não tão novo. Isso pode parecer uma ironia — um imortal andando com carrinho de mortal  — , mas achei bem bacana. Mesmo ele dando aula no Curso de Medicina da Universidade Federal, sendo escritor famoso e pertencendo à cadeira imortal da ABL, continuou com sua vidinha de comer pato e arrotar pato, ao invés de comer frango e arrotar peru, como muita gente faz. Ostentar títulos parece que não é com ele: prova disso é o seu carrinho simples e comum. Meio desconexo num mundo em que as pessoas tentam sempre mostrar mais do que têm.

A única coisa duvidosa foi o o trajeto do Gol. Ao invés de entrar o Bom Fim — bairro que serve de pano de fundo para suas histórias e que é seu berço brasileiro — , Scliar entrou ruas antes, no sentido bairro-centro. Entrou na Álvaro Alvim, que é vizinha do Bom Fim, mas fica no Rio Branco, pow! Carro Gol, tudo bem… Agora mudar o bairro, Scliar… Que puxa!

Mas a opção de Scliar até que tem fundamento… O Bom Fim está absurdamente inseguro. Todos os dias há uma nova notícia de assalto e, muitas vezes, na frente do posto da polícia. Acho que a opção de morar no Rio Branco até que não é má: não tem tanta segurança, mas o povo desse bairro é mais organizado para pagar vigias particulares nas ruas.

Roma, um pedaço de saudade

Hoje vi uma cena de jornal na TV em que aparecia o Papa, em Roma, na praça de Espanha. Aí me deu um pouco de nostalgia de um tempo recente: os três dias em Roma.

Roma é uma cidade muito bonita. Apesar de ser uma bagunça só, é maravilhosa. Não tem o clima da Espanha, nem é o mesmo refinamento de Paris, que também são cidades latinas: Roma é diferente. A arquitetura não é o que me chamou mais atenção, apesar de ter um monte de arquitetura velha, ruínas e sítios arqueológicos espalhados pela cidade. Roma é uma cidade alegre, sorridente.

Caminhar por Roma é muito lindo. Apesar de ser uma capital perigosa, para os padrões europeus, tem uma vida e um ritmo muito bacanas. Não é nada onírico, romântico, elegante. A arquitetura renascentista é super imponente, forte, marcante e fica espalhada pela cidade. Mas Roma tem algo de vida real, de feira livre, de trabalho-mas-não-estresse, que é muito legal.

Talvez essa minha impressão de Roma aconteça por eu ser latina e descendente de italianos. Mas vi Roma, também, sem maquiagem: gente no trem gritando “Porco zio!” (igual ao meu nonno), rosto mal-humorado em guichê de informações, trânsito — hum… bem, ahn… — caótico… caótico na potência mil.

A irritação que tive para atravessar ruas em Roma ainda não tinha me passado. Em seguida, vi o trânsito de Nápoli, que consegue ser pior. [Mas depois da Itália, vi o trânsito da Alemanha, que é o extremo oposto: chega a ser uma obediência burra, pois no meio da madrugada havia uma única pessoa na rua, além de nós, que parou para esperar o sinal abrir para os pedestres. Essa pessoa estranhou os transeuntes brasileiros que cruzam a viela vazia de sinal aberto para os carros, que não aparecem.]

Mas, voltando a Roma, essa é apenas uma impressão de três dias. De três dias que deveriam ser cinco e não foram, justamente, pela bagunça italiana. Mas, mesmo assim, é fonte de lindas e animadas lembranças.

Bem, a viagem à Itália precisa ser refeita, definitivamente. E, no verão europeu!

😉

dsc09086.jpg

Últimas palavras

O ritmo do jogo do Grêmio contra o Corinthians se justificou através das notícias da semana, que diziam que o técnico Mano Menezes — do Grêmio, no domingo passado — agora é do Corinthians. Não sabemos, mas é bem possível que Mano Menezes agiu nesse jogo para agradar gregos e troianos: não dificultaria o jogo para o rival da ocasião, o Corinthians, mas não entregaria o jogo, já que seria sua última partida no Grêmio e ninguém tinha certeza de que ele iria trabalhar no Corinthians. Mais uma mostra de que a culpa pelo rebaixamento foi do Corinthians e SÓ do Corinthians.

Mano Menezes fez o seu golzinho de honra, como técnico, na partida derradeira e o Corinthians nem conseguiu se mexer para sair do empate. A pena é que, agora, Mano Menezes vai treinar um time da segunda divisão, não da primeira.

Lo siento. 

Cumprindo promessas

Bem, a primeira coisa a lembrar-lhes, hoje, é que escrever cansa. Articular idéias não é das coisas mais fáceis e mais pacíficas. Para mim, exige disciplina e ânimo. Apesar disso, gosto de escrever eventualmente e emitir alguma opinião.

Por isso vim cumprir a promessa de escrever sobre as declarações do Corinthians e do goleiro Felipe. O que vou falar é batido, mas acho que não custa lembrar.

Quando o Felipe e o presidente Andrés Sanchez dizem que o Colorado vai ver, como se isso fosse uma ameaça, esqueceram que o Corinthians, no domingo, precisava só de si mesmo para não rebaixar. Quer dizer, se o Corinthians ganhasse do Grêmio, qualquer outro resultado o deixaria fora do rebaixamento. Além disso, o Corinthians deveria agradecer ao Grêmio pelo jogo que lhe deu. O Grêmio jogou tão devagar, mas tão devagar, que o Corinthians deveria dar uma medalha de curintiano honorário ao Grêmio. O Felipe, que é goleiro, deveria ter pego o gol e o jogo ficaria 1 a zero para o Timeco, digo, Timão.

Ao invés disso, esse arigó mal saiu do campo no fim do jogo e, sem ter visto nem trechos da partida do Colorado, fez várias insinuações de mau gosto. No dia seguinte, o presidente do clube, idiotamente, disse que sabia que havia 4 ou 5 jogadores do Internacional que foram passear em campo. O fato é que o Inter foi a Goiás cumprir tabela, porque não valia nada para si. O Goiás precisava da vitória contra o Inter e da derrota ou empate do Corinthians, quer dizer, o Goiás foi a campo para ganhar e ainda rezava para que os resultados inspirassem. Quem tinha de querer ganhar era o Corinthians.

E, quem viu o jogo sabe: o Corinthians não jogou um ovo porque é ruim, mesmo. Mais que isso:  além de jogar mal, não demonstrou vontade de jogo ou mesmo postura de quem quer sair da zona. Uma balela.

Mas, me digam os senhores: por que o Colorado seria bacana de dar “uma ajudinha” ao Curingão? Por quê? Que razões o time do Internacional teria para querer que o Corinthians continuasse a fazer desmandos no Campeonato Brasileiro e, ao invés de clube, ser um aglomerado de corrupção e de passa-a-perna nos demais times.

Olha, seu Andrés… Olha Felipe… Sinto muito, mas ao invés de ficarem mordidos, vejam o que o Corinthians fez de errado nos últimos oito meses. Lembrem-se, também, do campeonato de  2005. Minha mãe disse que se o Abel fosse colorado, COLORADO mesmo, não levaria time nenhum para Goiás. O Goiás ganharia por WO.

Temas para os próximos posts: juro que vou tentar escrever!

a) == F E I T O == Nem os imortais são como eram: Moacyr Scliar anda pela cidade em um Golzinho, assim, normal.

b) Auto-marquetchim: Diogo Mainardi, seu livro e a Veja.

c) == F E I T O == Declarações estapafúrdias pós-jogo do Corinthians: goleiro Felipe e presidente Andrés Sanchez culpam o Colorado pela derrota!

d) == F E I T O ==  Olhe! Che Guevara por Veja: tão burro quanto eternizá-lo como mito é transformá-lo em demônio.

e) Não esquecer: hidratante no rosto e nas pernas. É um saco isso de ter de se cuidar quando o relógio diz que já estás super-hiper-mega atrasada.

Quem dá mais? Quem dá mais?