Quando eu entrei na FAPA, há quase dez anos, tinha um poema no ônibus que era meio piegas, mas me comovia. Comovia, também, porque eu estava sugestionada a gostar dele. Mas hoje, ele não me saiu da cabeça e penso que continuo sugestionada por ele. Ele entende — quer diz, finge que entende — um pouco do que é amor. Não o amor de sempre, mas algum amor.

Se te ausentas de mim

como quem se ausenta no ar,

na leveza de um voar,

meu coração não será menor:

ele sustenta-se do próprio amar.


E, num dia de abandono,

simplesmente pode me matar.

Infelizmente não sei o autor. Mas decorei sua obra e isso — ainda! — é o mais importante.

Excelente domigo para ti.